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CIDADE DO SABER SEDIA EVENTO DO PROLER/CAMAÇARI

"Como trabalhar diferentes textos na sala de aula". Esse foi o tema do curso de 40horas promovido pelo PROLER/CAMAÇARI, ministrado por Lena Lois.

Sob a coordenação de Jucilene, a Cidade do Saber durante uma semana abriu espaço para importantes discussões sobre a leitura e práticas que contribuem para a formação de leitores.

 

CURSO PROMOVIDO PELO PROLER/SALVADOR SUPERA EXPECTATIVAS

O PROLER/SALVADOR, sob a coordenação da bibliotecária Rosane Rubim, promoveu entre os dias 16 e 20 de março, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, o curso "Práticas Leitoras - como trabalhar diferentes textos na sala de aula", ministrado pela Profa. Lena Lois, Psicóloga e Mestre em Letras.

O curso contou com 50 participantes entre professores e bibliotecários. 

As 50 vagas disponibilizadas, não foram suficientes para a demanda.

AUDIOLIVROS CONQUISTAM O MERCADO

Autor: Mariana Peixoto - EM Cultura
3/2/2009

Em 1996, Fernando Morais recebeu uma proposta da Editora Três. Gravar seu best-seller Chatô – O rei do Brasil para ser lançado em fitas cassete. Como o livro era bastante extenso, o que daria um sem-número de fitas, ele acabou sendo editado para um terço do tamanho original. Resultado: quatro horas de fita. “Não sou profissional, então foi um sacrifício, pois você pensa que para gravar quatro horas vai trabalhar quatro horas”, relembra Morais. E não foi. “E mesmo tendo boa dicção, tenho respiração errada. Então comecei a sibilar e, com o tempo passando, a voz foi ficando cansada e o som mudando.” Mesmo assim, o projeto foi bem-sucedido. Em bancas e livrarias, atingiu as 20 mil cópias.                         .

Treze anos mais tarde, a experiência está sendo refeita, mas de uma forma mais profissional. O mago, livro mais recente de Morais, chega às livrarias nesse sábado em formato de audiolivro. No lugar de fitas cassete, CDs. Ou então, via download no site da Plugme (www.plugme.com.br), editora do grupo Ediouro especializada em audiolivros. Criada em setembro, conta com 20 títulos em seu catálogo (a intenção é chegar aos 70 até o fim deste ano). O que a diferencia de editoras menores do gênero é justamente seu perfil. Livros que estiveram na lista dos mais vendidos dos últimos três anos gravados, se não pelos próprios autores, por atores experientes.

O mago, em suas 21 horas de duração, foi gravado pelo ator José Mayer. Como autor e narrador são mineiros, a intenção é fazer um lançamento em Belo Horizonte com a presença de ambos. Ainda nesse ano serão lançados no formato outros dois livros de Morais: Olga (que contará com mais de um narrador; Caco Ciocler, que viveu Luis Carlos Prestes na versão cinematográfica, já foi confirmado) e Chatô. Dessa vez, Morais estará longe do microfone.                                                                   .

Bastante difundido nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França, o mercado de audiolivro no Brasil – ainda tímido, porém crescente – mostra-se com bastante potencial devido a alguns fatores: o meio digital (é possível ouvir os livros através dos celulares e dos aparelhos de MP3) e a atribulada vida dos dias de hoje, principalmente nos grandes centros. Exemplo: horas de trânsito nos grandes centros podem ser melhor aproveitadas ouvindo um livro. Além da voz do narrador, os audiolivros contam com outros recursos, como trilhas sonoras (usadas comedidamente), utilizadas principalmente nas mudanças de capítulos.                                      .

“O audiolivro não canibaliza ou acaba com o livro impresso. A questão é que hoje as coisas estão se convertendo para o celular e as pessoas acabam optando pela portabilidade”, afirma Cristina Albuquerque, gerente de produto do Plugme. Ela não informa os números exatos, mas afirma que “a média de venda do primeiro quadrimestre equivale aos 45 livros mais vendidos do grupo Ediouro, à exceção de best-sellers, como Marley e eu”, continua. Os valores costumam ser menores do que os dos livros impressos. O audiolivro físico (o CD) é vendido a partir de R$ 19,90, enquanto o download a partir de R$ 9,90. Como negócio, o audiolivro (quando narrado por uma pessoa que não seja o seu autor) passa a ter dois (ou mais autores). O escritor recebe entre 7% e 10% do preço de capa (o valor costumeiro das editoras) e o narrador 3%, por causa do direito conexo.                                  .


Pausas e nuances.                                  .

Lya Luft gostou da experiência com seu Perdas e ganhos. “É bem diferente escutar e ler. O tom da voz, as pausas, são infinitas nuances na leitura. Mas é preciso lembrar que na origem o livro foi escrito”, afirma a escritora, contando também existir uma versão em audiolivro de Perdas e ganhos na Alemanha. “Sinceramente, prefiro me escutar do que outra pessoa. Por outro lado, ser escutada, além de lida, em outros países é bom”                                                           .

Outra que teve experiência semelhante foi Maitê Proença, em sua autobiografia Uma vida inventada (que, em áudio, contou com a participação da atriz Irene Ravache). “A sensação que tive foi de que aquele texto era de outra pessoa. Ao gravar o audiolivro, me emocionei de ficar com a voz embargada com passagens que não haviam provocado nada disso ao serem escritas.” Quanto a se tornarem adeptas do audiolivro, Lya e Maitê são têm opiniões diferentes. Enquanto a primeira só ouviu sua própria criação – “sou uma velha leitora de livros; portanto, ler me é mais familiar”– a segunda foi além: “Ouvi O código da Vinci inteiro numa viagem de avião para a Ásia. O curioso é que havia tentado ler o livro e desistido logo no início, por achar ruim. Ouvindo, virou outra coisa”, conclui Maitê Proença.                                                                         .

Para todos os gostos                                                         .

Mesmo com pouco tempo de vida, o Plugme se firma como a principal editora brasileira de audiolivros por ser ligada a um grande grupo editorial (a Ediouro). Mas no país existem outras experiências do gênero que, mesmo tendo menor abrangência, têm mais tempo de mercado. É o caso das editoras paulistanas Universidade Falada (www.universidadefalada.com.br) e Livro Falante (www.livrofalante.com.br), ambas criadas há três anos.                                                                 .
A primeira é a que tem o maior número de títulos no Brasil. São 300 audiolivros que, em sua maioria, tratam de temas de interesse geral, como filosofia, economia e mitologia. “O deficiente visual não é o meu maior cliente, mas pessoas de 35 a 50 anos que buscam conhecimento. É um público diferente daquele que procura Marley e eu”, afirma Cláudio Wulkan, da Universidade Falada. Ainda que venda o produto físico (50, dos 300 títulos), o foco está no download. “É mais ecológico e também permite que eu corte grande parte do processo produtivo”, acrescenta.                                      .                                             

Com o crescimento da editora, foi criado inclusive um estúdio para as gravações. Em grande parte os audiolivros são gravados por locutores profissionais, mas há alguns nomes conhecidos que já registraram algumas edições, caso de Gerald Thomas, Moacyr Scliar e Antônio Petrin. Mais tímida, a Livro Falante conta com somente 13 títulos. “A vendagem é mínima, porém crescente”, comenta Sandra Silvério. Seu audiolivro mais vendido, A morte e a morte de Quincas Berro d’Água, de Jorge Amado, só agora chegou à segunda edição (a primeira foi de 1 mil exemplares). Entre os autores já lançados pela Livro Falante estão Machado de Assis, Fernando Sabino e Graciliano Ramos                              .

TOP 5 DO PLUGME                                                        .

1) Quando Nietzsche chorou                                                                .
O romance do psicanalista norte-americano Irvin D. Yalom é narrado por José Wilker                                  

2) As mentiras que os homens contam                                        .
Crônicas de Luis Fernando Veríssimo lidas por Bruno Mazzeo                             .                                            

3)Vale tudo                                    

BRAILLE - LEITURA PARA CEGOS

O sistema que permite às pessoas cegas o uso das pontas dos dedos para leitura de textos escritos recebeu o nome do francês Louis Braille (1809-1852), músico e professor do Instituto de Cegos de Paris, mas este, na verdade, levou a fama por algo que não criou sozinho. Acontece que um oficial do exército francês vinha desenvolvendo método que lhe permitisse ler com segurança, na obscuridade das trincheiras, as mensagens recebidas do seu comando, sem necessidade de usar nenhum tipo de luz que despertasse a atenção do inimigo.

Por isso o militar, cujo nome era Charles Barbier, trabalhava em seu projeto de leitura por tato, mas quando percebeu que ele era perfeito para os deficientes visuais, entregou-o a Braille, um adolescente que havia perdido a visão aos três anos e estava então com doze anos de idade, a quem encarregou de efetuar os testes necessários. O rapazinho usou o sistema durante alguns anos, aproveitando esse tempo para introduzir nele uma modificação que o aperfeiçoou: reduziu de doze para seis os seus pontos em relevo, representando símbolos inscritos sobre papel especial e com os quais se podiam realizar sessenta e três combinações diferentes, desde simples letras e acentos, a pontuações, algarismos, sinais algébricos e notações musicais. Assim, os cegos conseguiriam ler colocando as pontas dos dedos sobre esses sinais.

Admitido como professor do instituto parisiense de cegos Louis Braille preocupou-se com as deficiências que observava na educação dos seus companheiros de infortúnio, e por isso, pensando em reduzi-las, publicou dois anos depois, em 1829, o alfabeto que dava aos cegos a condição de leitura com as pontas dos dedos colocadas sobre sinais em relevo. Os deficientes visuais e seus professores aprovaram de imediato esse sistema, porque ao permitir que um cego bem treinado pudesse ler até cerca de duzentas palavras por minuto, ele abria as portas do conhecimento e da informação aos que até então não tinham condição de instruir-se por meio da palavra escrita.

O professor Louis Braille também se interessou pela música. Hábil executante de órgão e violoncelo, ele estendeu a essa arte o seu sistema de escrita por sinais. Vitimado pela tuberculose o professor faleceu em 1852, mesmo ano em que seu método foi adotado oficialmente na Europa e na América do Norte. Mais tarde, as autoridades mundiais reconheceram-no como um grande benfeitor da humanidade.

Joana Belarmino
(www.joana@saci.org.br), jornalista, professora do curso de comunicação e turismo da Universidade Federal da Paraíba, Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é autora do texto intitulado “O Início: Louis Braille”, publicado em “A Bengala Legal”, página pessoal de Marco Antonio de Queiroz, também conhecido como MAQ (www.bengalegal.com), cujo texto tomamos a liberdade de reproduzir:

“O rosto é inexpressivo. Cabeça e corpo se encolhem para dentro. É a metáfora do "ensimesmamento". No cinema, na arte, na literatura, a criação devolve ao homem cego o que já lhe dera a sociedade: um "mundo de silêncio e trevas", um "não lugar" na vida, na poesia, na paixão. Em muitos lugares do mundo, pessoas cegas foram e são "estrangeiras" em sua própria pátria. Na tribo, nas grandes metrópoles, na aldeia, o olhar que as tocou não as reconheceu como "parte" da comunidade; andarilhos da idade antiga e medieval, reclusos da modernidade, estranhos no seu próprio mundo, os cegos persistiram na arte de "aprender a ver", dentro da sua cegueira.

Houve quem falasse desse acontecimento de "cegos videntes". A mitologia, o cinema, a literatura, a poesia, "animaram" uma espécie de metáfora da cegueira como "visão", A metáfora porém, em geral alçou o indivíduo cego para além da sua terra; e levou-o para perto dos deuses, fez dele um ser que continuava "estranho" no mundo dos viventes. 

Subtraídos do mundo da normalidade, impunha-se para os indivíduos cegos, a luta pela sua conquista. Aquele homem que aprendera a ver o mundo desbastando pedras, palmilhando estradas, ou despertando os homens do alto da mesquita, à força das suas orações. Aquele homem tosco, de cabeça baixa, que se encolhia para escutar o canto de um pássaro ou sentir o cheiro da mercearia mais próxima onde pediria o seu pão, teve que inventar um modo novo de demonstrar a sua "visão" e assim partilhar do seu mundo como seus iguais, os outros homens.

E da pedra fez-se o fogo; o fogo fundiu o ferro e num dia longínquo, um menino cego curvado sobre uma mesa de escola, inaugurou o gesto de "ler" o mundo com suas próprias mãos. Louis Braille”.

Este texto também foi publicado em www.efecade.com.br, que o autor está construindo. Visite-o e deixe a sua opinião.

 

AUTOR: FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=521911

 

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EUCLIDES DA CUNHA

Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro. Órfão de mãe desde os três anos de idade, foi educado pelas tias. Freqüentou conceituados colégios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Politécnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.

Morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente já tinha sido ou era seu amante há tempos - e a quem Euclides atribuía a paternidade de um dos filhos de Ana.  Certo dia, aiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o. Ana casou-se com ele.

 

GUIA DE LEITURA

O cheiro de livro novo, a textura do papel, as páginas amareladas pelo tempo: esqueça. Trilhando o mesmo caminho da música, dos filmes e da fotografia, os livros começam a convergir para o formato digital. Apesar de eliminarem algumas ligações afetivas que temos com o papel, os e-books (livros eletrônicos) oferecem vantagens consideráveis, a começar pela portabilidade: imagine carregar, em um único aparelho compacto, o conteúdo de pilhas de livros. Além disso, as obras em formato eletrônico costumam custar menos do que suas versões impressas. Tecnologias recentes, como a E Ink, causam menos cansaço à vista. O sistema é usado em aparelhos como o Reader, da Sony, e o Kindle, da Amazon, que prometem dar o impulso definitivo para a popularização dos livros eletrônicos. As vendas de e-books crescem a cada trimestre nos EUA, segundo dados do Fórum Internacional de Publicação Digital.

Fonte: Folha de São Paulo - 03/12/2008 - por Rafael Capanema

MONUMENTO À LEITURA

Fundada no século VII, St. Gallen fica na múltipla fronteira de quatro países (Alemanha, França, Áustria e Lichtenstein) e é a maior cidade da região oriental da Suíça. É ali que fica guardado um dos maiores tesouros da literatura mundial. Construída entre 1758 e 1767 e com mais de 100 mil livros em seu acervo, a Stiftsbibliothek (biblioteca) é um monumento com ornamentos em madeira e metais.

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